Gabinete de curiosidades

Estamos no gabinete do perfumista.
Na Europa, os gabinetes de curiosidades se desenvolveram durante a Renascença, sendo uma espécie de pequenos museus pessoais pertencentes a pessoas de posses. O objetivo era reunir, em um mesmo espaço, objetos raros ou incomuns.

Este gabinete é uma representação da perfumaria dos séculos XIX e XX. Você pode observar a escrivaninha, com um retrato de Louis Toussaint Piver acima — fundador de uma das mais antigas casas de perfumaria e precursor no uso de moléculas sintéticas. Agora, convido você a se aproximar das vitrines.

Primeiramente, encontramos as luvas perfumadas. É importante saber que, desde a Idade Média, os curtidores (pessoas que trabalham com couro) se instalaram em Grasse para desenvolver a habilidade artesanal de perfumar luvas. Aos poucos, a indústria da perfumaria substituiu a dos luveiros e consagrou Grasse como o berço da perfumaria.

Nesta vitrine, podemos observar referências às notas animais, que eram usadas principalmente como matérias-primas na perfumaria. O castóreo, a civeta, o âmbar-gris e o almíscar permitiam revelar a potência olfativa do perfume.

Rapidamente, as matérias-primas vegetais também começaram a se desenvolver, compostas por flores, frutas, especiarias e madeiras.

Com o nascimento da perfumaria moderna no século XIX, os perfumistas começaram a reproduzir notas animais e vegetais por meio de moléculas sintéticas. Este processo químico ampliou a paleta criativa dos profissionais e, ao mesmo tempo, limitou a extração de matérias-primas de origem animal.

A ROTA DOS PERFUMES

Este é o mapa-mundi das matérias-primas utilizadas em perfumaria. O mapa ilustra o país de origem desses materiais e seu transporte até a capital mundial do perfume, em Grasse.